segunda-feira, 3 de junho de 2013

AMOR parte 2 – A pessoa errada outra vez?

A forma de vivenciar a experiência de amar é subjetiva e depende da estruturação psíquica pela qual o sujeito foi submetido, dependendo da vivência, contexto familiar e de como foi sua relação com seus primeiros objetos de afeto, os pais.

O modo de amar de cada pessoa depende também da posição que o sujeito assumiu diante da falta. Quando nos deparamos com algumas realidades na vida, muitas vezes sentimos a sensação de falta e neste momento se insere também o amor, pois ele vem a existir justamente para completar as arestas do imaginário dos sujeitos, exatamente onde não podemos explicar ou usar a razão, surge o amor.

Neste aspecto notamos a dificuldade que os sujeitos possuem em lidar com o não saber, com a falta de respostas, criando mecanismos para suportar este desconhecido, esse “não saber”, o amado surge justamente neste momento, como substituto desta falta. O amante elege o amado como resposta para suas questões. Mesmo que não saiba exatamente que questões são essas. Se cada pessoa por quem nos apaixonamos é uma resposta a uma questão inconsciente, seria melhor perguntar a nós mesmo, qual é a nossa questão? O que queremos ao amar alguém? E por que eu sempre me apaixono pelo mesmo tipo?

Bom, se você sempre se apaixona por pessoas com o mesmo perfil, indisponíveis ou que nunca demonstram interesse por você, pode ser que você venha a se sentir desacreditado nas relações e nas pessoas. Mas verdade seja dita até a pessoa mais bonita e mais popular é rejeitada por alguém, o problema é que essa rejeição apresenta a falta novamente e ai, o amor perde seu efeito.

Por isso seria bom refletirmos até onde somos afetados e o quanto contribuímos para esse ciclo de rejeições e corações partidos, inclusive os nosso, continue.

A cultura e as relações familiares têm um grande impacto na constituição desse nosso “jeitinho de amar”. Pensemos bem, quantos de nós fomos ensinados na infância a ver em atitudes de desprezo o amor, o afeto e a resposta que tanto procuramos?

Quem aqui se lembra da mãe falando: “Não fica assim! Fulano só te maltrata por que no fundo gosta de você”. Se na infância estruturamos o modo como vemos o mundo e entendemos as relações humanas, está ai formado um grande problema. Ou se por acaso seus pais foram muito rígidos e exigentes, não é de se estranhar que você sinta que atitudes carinhosas não são necessárias para transmitir verdadeiro afeto, ou pior, que sempre deve provar que é bom e que merece ser amado. Atitudes como essas podem impregnar todas as nossas relações.

Então se você tem alguém que te ama, reflita do porque desse amor não ser recíproco, reflita se você já não tem o que tanto busca, ou até mesmo se você cuidou bem do sentimento que te foi endereçado no passado. É muito ruim estar atrás de alguém que não está interessado e nem corresponde você. Nesse sentido a psicoterapia pode ajudar a identificar como você encara e o que busca no amor. Amar é a solução que pode virar um grande problema.



2 comentários:

  1. Sou sua fã...

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    1. Obrigado Michelle!
      Saber que você gostou me deixa muito feliz!
      Toda segunda escreverei para o blog e o amor é um tema com muitos lados ainda rs

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