terça-feira, 27 de agosto de 2013

Dia do Psicólogo.

Hoje é o dia do Psicólogo.

Ser psicólogo é saber ouvir mais do que falar, é saber que cada um tem um porque, uma subjetividade e que essa deve ser imensamente respeitada, tanto no prazer quanto no sofrimento. É olhar para o outro, para sua dor, o acolher e poder dar de si o melhor para que o outro esteja bem em seus conflitos, traumas e possa elaborar tudo que lhe perturba.

Hoje estamos inseridos em diversas atividades, exercendo nosso papel e mostrando no que podemos ajudar a melhor e tornar mais saudável as relações humanas, e as relações consigo mesmo.

Psicólogo não é coisa de louco, mas também é coisa de louco. Ainda hoje batalhamos por melhor espaço de trabalho, pelo fim do preconceito com a profissão. Apesar de 50 anos de regularizada no Brasil, a psicologia enquanto profissão ainda está dando seu primeiros passos na sua capacidade produtiva para uma sociedade ainda mais democrática, laica e saudável mental e emocionalmente. Respeitando as diferenças e os direitos humanos. Olhando para o outro sabendo que ele me constitui enquanto sujeito, assim como eu a ele, e que isso faz das relações humanas campos de felicidades, realizações e também de conflitos e marcos traumáticos.

Parabéns a todos os psicólogos pela profissão, por desempenhar um papel tão importante nessa sociedade em que olhar pra dentro de si se tornou cada vez mais escasso. Parabéns por olhar o outro com atenção e zelo. Parabéns por trabalhar pra uma vida mais saudável para além da saúde física e biológica. Parabéns por estarem atentos e lutando contra os fenômenos sociais que estigmatizam e descriminam. Parabéns por escutar os lamentos de minorias e fazer com que estes também sejam ouvidos e inseridos socialmente. Parabéns por não aceitarem uma total patologização dos indivíduos e buscarem na diferença o maior elemento de identidade e de saúde. Parabéns por serem Psicólogos!

Compartilho aqui o texto de autoria de Walmir Monteiro sobre ser Psicólogo:


"Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso, é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos o dom de usar a palavra, o olhar,
as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.

Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais
precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,
seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.

Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de
favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção
que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.

Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.

E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar."

Walmir Monteiro


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